Por assessoria FPV
O voleibol paranaense vive um momento histórico fora das quadras. A participação feminina na arbitragem das competições organizadas pela Federação Paranaense de Voleibol (FPV) tem registrado crescimento consistente e estruturado nos últimos anos, consolidando um avanço institucional na representatividade das mulheres.
Crescimento expressivo em dois anos
Em 2023, o quadro estadual contava com 256 árbitros, sendo 76 mulheres, o equivalente a 29,7% do total. Já em 2025, o número geral saltou para 328 profissionais, com 107 árbitras atuando oficialmente, elevando a participação feminina para 32,6%.
O crescimento absoluto chama atenção. Foram 31 novas árbitras no período, representando um aumento de 40,8% no número de mulheres na arbitragem. Além disso, houve avanço proporcional de 2,9 pontos percentuais na representatividade feminina.

Mesmo com o quadro geral registrando crescimento de 28,1% no período, o aumento feminino foi mais acelerado, evidenciando um movimento consistente de fortalecimento da presença das mulheres na arbitragem paranaense.
Formação aponta tendência de expansão
Os dados do Curso de Formação de Árbitros 2025 reforçam essa tendência. Das 252 pessoas inscritas, 96 são mulheres, o que representa 38,1% do total. Percentual superior ao índice atual de participação feminina no quadro geral (32,6%).
O número indica uma base sólida e estratégica para os próximos ciclos, sinalizando que a representatividade feminina deve continuar crescendo nas competições estaduais.
Compromisso institucional
O avanço não é isolado. A FPV tem investido na ampliação de vagas em cursos, no desenvolvimento técnico contínuo, na oferta de oportunidades em escalas oficiais e na construção de um ambiente profissional cada vez mais respeitoso e igualitário.

Mais do que números, os dados refletem uma mudança estrutural. O protagonismo feminino na arbitragem do voleibol paranaense deixou de ser tendência e se consolida como uma realidade em expansão.
“Sempre fui entusiasta de maior espaço das mulheres no voleibol. Nas nossas seleções diversas já tiveram oportunidades, e na arbitragem algumas oportunidades foram forjadas no posicionamento firme de que ‘Sim, elas são capacitadas, vão dar conta’. Orgulho de termos o maior número de árbitras nacionais do Brasil”, declarou o presidente Jandrey Vicentin.
Com crescimento consistente, formação fortalecida e políticas estratégicas de inclusão, o Paraná dá sinais claros de que o futuro da arbitragem também será cada vez mais feminino.